Pele na gravidez: o que muda em cada trimestre
Por que a pele muda tanto na gravidez
Manchas, vasinhos e estrias não surgem por acaso durante a gestação. Em reportagem recente da GaúchaZH, a dermatologista Glauce Eiko, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explicou que essas alterações são respostas do corpo ao cenário hormonal intenso da gravidez, impulsionado principalmente pela progesterona e pelo estrogênio — cada trimestre com suas próprias manifestações na pele.
Primeiro trimestre: hiperpigmentação
No início da gestação, o destaque é o aumento da pigmentação em regiões como aréolas, axilas, virilha e na linha do meio do abdômen. Cicatrizes, sardas e pintas também podem escurecer. É nessa fase que costuma surgir o melasma — manchas acastanhadas no rosto — favorecido pela maior sensibilidade dos melanócitos à luz solar. Por isso, o uso diário de protetor solar com proteção UVA e UVB é uma das medidas mais importantes para evitar que as manchas se tornem persistentes após o parto.
Segundo trimestre: vasinhos na pele
Com os níveis de estrogênio ainda mais altos, é comum notar o surgimento de pequenos vasos avermelhados no rosto, pescoço, colo e braços — as chamadas telangiectasias. Na maioria das vezes, são benignas e tendem a regredir após o parto, mas o acompanhamento dermatológico ajuda a diferenciar o que é apenas fisiológico do que pode precisar de tratamento.
Terceiro trimestre: aparecimento de estrias
Com o crescimento do abdômen, a pele é mais exigida — e cerca de metade das gestantes desenvolve estrias no abdômen e/ou nas mamas. Elas surgem pela quebra das fibras de colágeno e elastina, favorecida pelos hormônios da gestação e por fatores genéticos individuais. Não existe produto capaz de evitar totalmente as estrias quando há predisposição genética, mas manter a pele bem hidratada ajuda a preservar sua elasticidade.
O papel do acompanhamento médico
Como a pele funciona como uma espécie de vitrine das transformações internas do corpo, mudanças de cor, textura ou comportamento durante a gravidez merecem orientação adequada — para que sejam acompanhadas e, quando necessário, tratadas com segurança.
14 de Agosto de 2026
