Manchas de pele: como tratar em casa e no consultório
Por que as manchas surgem
As manchas de pele resultam do aumento da pigmentação e costumam aparecer com mais frequência nos períodos de maior exposição solar, sendo tratadas geralmente no outono e inverno. A causa principal é a radiação ultravioleta, mas fatores hormonais, uso de determinados medicamentos e até condições genéticas também podem predispor ao surgimento das manchas.
Em reportagem recente do Estadão, a dermatologista Glauce Eiko, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explicou como funciona o tratamento das hiperpigmentações, como melasma, manchas de sol e manchas pós-inflamatórias.
O cuidado diário é a base do tratamento
Segundo a dermatologista, mesmo quando lasers e peelings são realizados em consultório, o cuidado diário em casa continua sendo indispensável. Os procedimentos aceleram a melhora, mas os resultados não se sustentam sem uma rotina de skincare adequada e fotoproteção rigorosa.
Um protocolo eficaz deve combinar três pilares:
- Proteção solar diária, aplicada várias vezes ao dia
- Uso regular de ativos clareadores
- Controle de qualquer irritação ou inflamação na pele
O papel dos procedimentos em consultório
Além do cuidado domiciliar, existem hoje diferentes tecnologias em consultório voltadas ao tratamento das manchas — de lasers que agem diretamente nas células produtoras de melanina a procedimentos que atuam na renovação e hidratação da pele. Esses recursos ajudam a acelerar os resultados, mas funcionam como complemento, e não substituto, da rotina diária de cuidados.
Fatores de estilo de vida também merecem atenção: calor excessivo, exposição solar prolongada e questões hormonais — como gestação e uso de anticoncepcionais — influenciam diretamente o melasma. Por isso, em alguns casos, o acompanhamento pode envolver também ginecologistas ou endocrinologistas.
Manchas exigem controle contínuo, não cura definitiva
Um ponto reforçado pela dermatologista é que manchas crônicas devem ser encaradas como uma condição de controle contínuo, e não de cura definitiva. A melhor resposta ao tratamento vem da adesão constante a um protocolo individualizado, combinando clareadores e fotoproteção com consultas regulares de acompanhamento — o que permite ajustes ao longo do tempo e previne efeitos colaterais.
14 de Agosto de 2026
