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Protetor solar clareia manchas? A resposta depende de como a pele está sendo tratada

Quando o assunto é manchas na pele, uma dúvida aparece com frequência: afinal, o protetor solar realmente clareia manchas já existentes?

A resposta, segundo a dermatologista Dra. Glauce Eiko, exige uma explicação mais cuidadosa. Em matéria publicada pela revista AnaMaria, a médica reforça que o protetor solar não atua como um clareador direto da pele, mas exerce um papel fundamental no controle e na melhora da pigmentação ao longo do tempo.

Isso acontece porque muitas manchas possuem relação direta com inflamação e exposição à radiação ultravioleta. Mesmo manchas que surgem por fatores hormonais, acne ou envelhecimento podem piorar significativamente quando a pele continua exposta ao sol sem proteção adequada.

Segundo a Dra. Glauce Eiko, o grande problema é que muitas pessoas tentam tratar manchas utilizando ácidos, séruns ou procedimentos, mas negligenciam justamente o fator que continua estimulando a pigmentação: a radiação solar.

Na prática, o que o protetor solar faz é impedir que a mancha continue sendo estimulada. Isso permite que a pele consiga responder melhor aos tratamentos clareadores e ao próprio processo natural de renovação celular.

Em outras palavras: ele não “apaga” a mancha sozinho, mas cria as condições necessárias para que ela melhore. (minhavida.com.br)

A Dra. Glauce também explica que a exposição à luz vai muito além do sol intenso na praia ou piscina. Luz visível, telas, calor excessivo e exposição indireta ao longo do dia também podem influenciar quadros de hiperpigmentação — especialmente em casos como melasma.

Por isso, o uso do protetor precisa ser contínuo e consistente. Não basta aplicar apenas em momentos de lazer ao ar livre. A proteção diária é parte central de qualquer estratégia de tratamento de manchas.

Outro ponto importante destacado pela dermatologista é que o protetor solar deve ser escolhido de acordo com as necessidades da pele. Pessoas com tendência à pigmentação podem se beneficiar de fórmulas com cor, já que elas ajudam a proteger também contra parte da luz visível.

Além disso, quantidade e reaplicação fazem diferença. Muitas vezes, o produto utilizado até é adequado, mas aplicado em quantidade insuficiente ou sem reaplicação ao longo do dia, reduzindo drasticamente sua eficácia.

A Dra. Glauce Eiko também chama atenção para uma expectativa irreal criada em torno de produtos clareadores. Em muitos casos, as pessoas esperam melhora rápida, quando o tratamento de manchas costuma ser gradual e depende de múltiplos fatores.

Isso inclui controle inflamatório, rotina adequada de skincare, proteção solar consistente e, em alguns casos, procedimentos dermatológicos complementares.

Outro erro comum é interromper o uso do protetor assim que a mancha apresenta melhora. Como muitas pigmentações têm tendência à recorrência, a manutenção da proteção continua sendo essencial mesmo após o clareamento.

No fim, o que a dermatologia moderna reforça — e que a Dra. Glauce Eiko destaca — é que tratar manchas não significa apenas clarear a pele. Significa controlar os estímulos que mantêm aquele processo ativo.

E, nesse contexto, o protetor solar deixa de ser apenas um complemento.

Ele passa a ser uma das etapas mais importantes de todo o tratamento.

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